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Treinamento com oclusão: apenas com garrote... será?

Aplicabilidade da oclusão vascular utilizando a isometria

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Há algum tempo vem se popularizando a utilização de técnicas que propositalmente provocam a oclusão vascular como forma de promover aumentos de força e massa magra. Apesar de o treinamento com sobrecarga metabólica, como é conhecido, ser relativamente desconfortável durante sua aplicação devido principalmente à acidez muscular provocada, ele tem uma série de vantagens.

Uma delas envolve a utilização de cargas relativamente baixas, o que pode ser bastante interessante para pessoas que tenham qualquer tipo de comprometimento nas estruturas ósseas e articulares (ex.: coluna vertebral) e estão impedida de suportar grandes massas.

Outra vantagem diz respeito à aplicabilidade da técnica (apenas a oclusão) em indivíduos impedidos de realizar movimento, e que podem ter efeitos positivos na redução da perda da massa muscular de membros imobilizados.

Entretanto, a utilização de um garrote, como um esfigmomanômetro, pode ser bastante desconfortável durante a realização de movimentos, principalmente na sala de musculação. Mas é possível provocar uma redução do retorno do sangue, e por consequência um estresse metabólico, sem a utilização de implementos? E será que o resultado é tão bom quanto o que se verifica com a utilização do garrote? As respostas são SIM, e SIM!

Num estudo conduzido em nosso laboratório (CEPAFEE – Centro de Estudos em Atividade Física, Exercício e Esporte do UniBrasil Centro Universitário) observamos os efeitos de dois modelos de treinamento com sobrecarga metabólica na força (1RM) e hipertrofia (ultrassonografia) muscular no quadríceps. O exercício utilizado foi a cadeira extensora. O primeiro modelo era o tradicional, com um esfigmomanômetro (160mmHg) ao redor do membro (3 séries de 12 repetições com 30 segundos de intervalo, utilizando 20%1RM) enquanto o outro utilizava as mesmas condições, porém sem o garrote mas com uma pausa de 5seg em cada repetição no pico de extensão do joelho.

Os resultados foram idênticos entre os grupos treinados, com ambos apresentando ganhos de força e hipertrofia significativa (sem diferenças entre os grupos). O mais bacana dos resultados é a aplicabilidade de tal modelo diretamente na sala de musculação, sem a necessidade do uso de artifícios mecânicos ou qualquer outro equipamento. Isso confirma a ideia que o treinamento com oclusão vascular pode ser aplicado na sala de musculação de uma forma viável, utilizando diferentes tipos de contrações e produzindo resultados satisfatórios.

Experimente! E depois compartilhe aqui suas considerações.

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Link para baixar os artigos:

TAKARADA, Y., H. TAKAZAWA, and N. ISHII. Applications of vascular occlusion diminish disuse atrophy of knee extensor muscles. Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 32, No. 12, 2000, pp. 2035–2039.

http://sci-hub.io/10.1097/00005768-200012000-00011

G. Laurentino; C. Ugrinowitsch; A. Y. Ayhara; A. R. Fernandes; A. C. Parcell; M. Ricard; V. Tricoli. Effects of Strength Training and Vascular Occlusion. Int J Sports Med 2008; 29: 664 – 667.

http://wweb.uta.edu/faculty/ricard/PDFs/Laurentino%20(2008)%20Effects%20of%20strength%20training.pdf

Effects of two programs of metabolic resistance training on strength and hypertrophy. Carolina Brandt Meister, Felipe Augusto Tavares Kutianski, Larissa Carine Carstens, Sérgio Luiz Ferreira Andrade, André Luiz Félix Rodacki, Ricardo Martins de Souza. Fisioter Mov. 2016 Jan/Mar;29(1):147-55

http://www2.pucpr.br/reol/pb/index.php/rfm?dd1=16055&dd99=view&dd98=pb

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