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Variações no Leg-Press

O exercício de Leg-Press ésem dúvida um dos mais populares da academia, e faz parte do treino de MMII (membros inferiores) da grande maioria das pessoas que frequentam esse ambiente. Existem inúmeras variações, algumas até bem esquisitas e sem o menor fundamento. Mas vamos ver o que TEM sentido.

Uma das variações no exercício, é a mudança da ênfase no grupo muscular (entre os extensores do quadril e os extensores do joelho) em razão da alteração da posição do vetor de resistência e do comprimento de trabalho dos musculos. Como se consegue isso? Muda-se a posição dos pés na plataforma.

É fácil de identificar nas figuras abaixo, que o vetor da resistência da carga nesse exercício se encontra alinhado com o trilho do carrinho, na posição onde seus pés tocam o equipamento, passando quase sobre a articulação do tornozelo.

Entendendo o conceito de TORQUE, fica fácil manipular essa posição. Torque é o produto da força (F) pela distância (d). Essa força é a força peso (massa x gravidade), e a distância é a distância perpendicular entre o vetor de força e o eixo de rotação da articulação analisada.

Vamos assumir uma mesma carga em todas as nossas variações. Isso faz com que a força peso seja constante, e só poderemos mudar o torque modificando a distância. Na figura da ESQUERDA vemos os pés posicionados bem abaixo na plataforma. Isso faz com que o vetor seja posicionado passando mais próximo à articulação do quadril e que ele se afaste da articulação do joelho. O torque ao redor do quadril vai ser reduzido (pois se reduziu a distância) e ao redor do joelho será aumentado (pois a distância aumentou). Desse modo, teremos mais trabalho do quadríceps do que do músculo do glúteo máximo e dos isquio-surais, os extensores do quadril. Além disso, os extensores do joelho serão mais alongados ao final do movimento criando um pico de tensão substancialmente maior sobre tal grupo muscular.

Se posicionamos os pés bem acima, a situação se inverte, e a ênfase troca do joelho para o quadril (figura da DIREITA). Nessa nova condição o glúteo é que acaba se alongando mais no ápice da flexão do quadril, gerando assim maior tensão sobre o músculo.

Ahhh, entendi. Então no dia do treino de quadríceps eu coloco o pé para baixo e no dia de treino de glúteo eu coloco o pé pra cima, certo?

ERRADO!

Olha a figura do centro. É possível dividir o trabalho entre TODOS os grupos musculares envolvidos no movimento, sem que esse ou aquele tenha maior ou menor responsabilidade. TODOS vão ser exigidos em sua plenitude. TODOS vão dar o máximo. TODOS vão receber o estimulo necessário.E adotando essa posição você acabou de conseguir isso com apenas um exercício. Simples assim.

 

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