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Alerta! Preste muita atenção ao seu ouvido enquanto treina!

Alerta! Preste muita atenção ao seu ouvido enquanto treina!

Hoje vou falar com você sobre um assunto interessante que vem sendo discutido tanto por pesquisadores da área de saúde e educação física quanto por atletas. Leia até o fim, pois preparei um presente para você!

 

Quando no início de 2015 recebi da professor Juliana Landolfi, um convite para ser co-autor em um livro que falava sobre a relação da atividade física com a música, fiquei muito surpreso e intrigado.

 

Como assim? Alguém que sempre escreveu sobre musculação, corrida, emagrecimento... o que eu tinha a ver com isso?

 

E quando me disseram que meu capítulo (junto com a Juliana) era pra falar sobre “coisas fisiológicas” influenciadas pela presença da música no exercício, fiquei meio cético. Desde quando a música vai influenciar a força que eu estou fazendo?

 

Por curiosidade, resolvi aceitar o convite e, como não tinha muito tempo até o prazo da entrega do material, acabei mergulhando de cabeça nos estudos, a princípio achando que o que eu iria encontrar eram evidencias de que do ponto de vista fisiológico, não existe influência nenhuma da música no exercício. Engano total.

 

A música e a fisiologia

 

E eu não sei vocês, mas quando encontro algumas coisas que me surpreendem, eu acabo ficando mais interessado ainda.

 

Uma dessas surpresas diz respeito à capacidade que a música presente no aquecimento tem de melhorar a performance no exercício principal. E isso não é achismo, tem estudos comprovando essa influência. Tá lá no livro.

 

Outro coisa interessante é que a música diminui a percepção do esforço durante o exercício. É como se a atividade ficasse mais “leve”. Assim você consegue manter o exercício por mais tempo. Legal, né?

 

Música boa ou música ruim?

 

Curiosamente, ouvir uma música desagradável que não está nas top 10 de sua playlist, tem um efeito inverso, influencia negativamente no exercício. E os caras testaram exatamente isso. Fizeram o pessoal se exercitar escutando música que não gostava, rsrsrs. Sacanagem né? Tá lá no livro.

 

 

E pra mim o mais bacana foi descobrir que a música ouvida ao final de um exercício é capaz de ajudar na remoção de metabólitos (lactato) gerados durante o exercício. Isso faz você se recuperar mais rápido e conseguir se exercitar novamente em menos tempo. E não é achismo, é evidência publicada. Tá lá no livro.

 

Lembra que falei que tinha um presente para você? Então... se você gostou desse assunto deixe seu e-mail abaixo e leia na íntegra o capítulo sobre fisiologia e não deixe de ler o livro completo. Eu e a professora Juliana, escrevemos apenas vinte páginas das mais de duzentas que tem o livro. Imagina o que você consegue encontrar em todo o restante, hein?

 

Livro O Atleta e a Música

A Resposta Fisiológica da Presença Musical no Treinamento Resistido e Aeróbico

Por Juliana Landolfi Maia e Ricardo Martins de Souza

 

Pra mim fica uma lição: independente do assunto, não tire conclusões precipitadas. Estude, investigue, atualize-se. Você vai começar a olhar as coisas com outros olhos, no meu caso, outros ouvidos.

 

Até o próximo artigo!

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